Mancar é sinal de dor — mesmo quando o cão disfarça

Cães têm um instinto forte de esconder a dor, herança dos ancestrais para não parecer vulneráveis. Por isso, quando um cão chega a mancar visivelmente, geralmente já há um incômodo importante. Não é frescura nem manha: é um sinal do corpo pedindo atenção.

A claudicação (o termo técnico para mancar) pode ser constante ou aparecer e sumir, piorar após exercício ou ao levantar. Todos esses padrões são pistas que ajudam o veterinário a entender a origem do problema.

As causas mais comuns

Do mais simples ao mais sério, o mancar pode vir de: um machucado no coxim (a 'almofada' da pata) ou uma unha quebrada; uma torção ou contusão muscular; ruptura do ligamento do joelho (uma das causas mais frequentes em cães); displasia de quadril ou cotovelo; problemas de coluna que afetam os membros; e, em cães idosos, a artrose.

Como as causas são muito diferentes entre si — e algumas exigem cirurgia enquanto outras só repouso — descobrir a origem é o passo que define o tratamento certo.

Quando levar ao veterinário

Procure avaliação se o mancar durar mais de um ou dois dias, se vier acompanhado de inchaço, se o cão não apoiar a pata de jeito nenhum, ou se houver sinal de dor intensa. Nesses casos, o exame clínico somado ao raio-X costuma esclarecer o que está acontecendo.

No VetCare Instituto Veterinário, em Valinhos, temos raio-X na própria clínica, o que permite ir do exame ao diagnóstico com agilidade — importante quando o cão está com dor.