A genética também pesa no coração

Assim como acontece com os humanos, a predisposição a doenças cardíacas em cães e gatos tem um componente genético. Isso significa que algumas raças nascem com mais chance de desenvolver certos problemas de coração ao longo da vida — não é certeza, mas é um risco aumentado que vale conhecer.

Saber que o seu pet pertence a uma raça predisposta não é motivo para pânico — é motivo para atenção. Significa que o acompanhamento cardiológico preventivo faz ainda mais sentido, porque permite pegar qualquer alteração no início.

As raças que merecem atenção especial

Entre os cães, as raças de pequeno porte — como Cavalier King Charles Spaniel, Poodle, Dachshund (salsicha), Chihuahua e Yorkshire — têm maior predisposição às doenças de válvula, especialmente na fase idosa. Já as raças grandes e gigantes — como Doberman, Boxer, Dogue Alemão e Cocker — têm mais risco de doenças do músculo cardíaco (cardiomiopatia).

Entre os gatos, raças como Maine Coon, Persa, Ragdoll e Sphynx têm predisposição à cardiomiopatia hipertrófica, a doença cardíaca mais comum nos felinos — e uma das mais silenciosas.

O valor do acompanhamento preventivo

Para pets de raças predispostas, a avaliação cardiológica preventiva é um dos cuidados mais inteligentes que um tutor pode adotar. Um ecocardiograma periódico pode detectar alterações antes de qualquer sintoma — que é exatamente quando o tratamento tem mais a oferecer.

No VetCare Instituto Veterinário, em Valinhos, o Dr. Edy Oliveira, nosso cardiologista, realiza essa avaliação preventiva com o apoio do ecocardiograma. Se o seu pet é de uma raça predisposta, vale conversar sobre o acompanhamento certo para ele.